quinta-feira, maio 28, 2015

(...)

Peguei aquilo que era o 'eu'
e deixei que fosse solto.
Aprendi observando
a cada 'eu' um 'eu'
no brilho dos olhos dos outros...
Descobri apenas que não existe 'eu' algum
além do Eu no todo (de cada toco oco)
um pouco... Eu vivo no 'eu' morto.

segunda-feira, maio 04, 2015

sexta-feira, maio 01, 2015

(...)

O olho transborda o que a traqueia
não engole. A raiva arrepia, a mente assobia e
o sentimento encolhe.

quinta-feira, abril 09, 2015

terça-feira, abril 07, 2015

(...)

Quando me olha nos olhos
e me diz tuas verdades
me dá junto com elas teu coração.
Sinto pena por vestir-se de mentiras todos os dias.
És lindo quando louco e tão pouco quando são...

domingo, fevereiro 22, 2015

Ignoro caixas de concreto;


Diferentes pesos que se miram,
aqui e lá parados no mar da mesma consciência.
O sinuoso é meu preferido: Dançarinos emergindo!
Sei que respiramos na mesma frequência.

(Enquanto o admiro, sigo meu caminho
aproveitando a luz da vida que me esquenta.)


sábado, fevereiro 21, 2015

Nota mental nº 5;

Conserve a mente livre
para que a essência nunca se perca,
e nas verdades em que vives 
ponha alma para que esta não endureça.
Enquanto não for bom pratique
para enfim se tornar quem deseja.
E quando se confrontar com o limite: Atravesse-o, se atreva.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Em paz;



Quando se atinge a verdadeira paz, aquele estado 
de plenitude interior vindo da certeza de estar fazendo 
o que é certo, nenhuma angústia 
mundana é capaz de alterar seu estado de espírito. 
Pois a felicidade está entranhada em seus ossos, 
ela está vibrando em suas células,
 acompanhando o fluxo do seu sangue,
 ecoando em seus batimentos cardíacos...
Não importa mais o cansaço do corpo ou qualquer decepção
com o mundo, você se sente superior a todas as dores
apenas por estar paz.

quinta-feira, dezembro 25, 2014

domingo, dezembro 21, 2014

Bilhete ao seus erros;


Um viva aos seus erros tolos,
que este último grito possa lhe fazer perceber
que agora tudo é 'muito pouco'.
A casa, a cama o soco.
Não preciso voltar a te querer.

Um viva àqueles que matam nosso amor aos poucos,
que façam um brinde com nossas lágrimas
para que não esqueçam que agora estamos soltos:
Livres, leves, loucos
e que cada dia é uma nova página...


segunda-feira, dezembro 08, 2014

Minhas borboletas;


Libertei minhas borboletas, 
deixei que fossem junto com meus medos.
Mal as deixei ir embora e percebi 
que de um dia para o outro nada mais seria o mesmo...

Útero;

Veio do útero. Sei que veio.
O que vem do útero não se controla.
Essa vontade intensa, essa intenção torta
de roubar teu corpo inteiro, de perder a hora.
Preciso. Preciso muito. Preciso agora:
Respirar todo teu ar,
entrar na luz do teu olhar,
e morrer, morrer e morrer
na esperança do teu abraçar.


terça-feira, dezembro 02, 2014

Outra terça-feira;


Exatamente quando as luzes do pôr-do-sol começam a enfraquecer, 
bem quando o céu fica azul claro quase branco, 
eu sinto uma tristeza infantil ao perceber:
É mais um dia se esvaziando... 
Será que eles também são capazes de sentir?
Lá vem o cheiro da escuridão chegando,
Enquanto ela não vem eu fico bem aqui
mergulhada na nostalgia desse vazio brando.

terça-feira, agosto 26, 2014

O marinheiro morto;



Esboçou um sorriso vazio,
incapaz de refletir o sol,
se perdeu naquela areia branca,
sem barco, bússola ou farol.

Quis ser maior que o oceano,
esqueceu-se de olhar ao redor,
foi perdendo a beleza das coisas,
se escondeu em si para não ficar só.

Respirou todo o ar do mundo,
achou que assim iria aguentar,
tão logo se encheu de tudo.
Avistou a ilha e morreu no mar.




domingo, agosto 03, 2014

Pequenos retornos;

Me percebi catando papéis,
escrevendo bilhetes,
frases a toa,
lembretes,
qualquer coisa.
Poema, pensamento, música e sonho.
memorizo, imagino e anoto.
Me percebi reclamando,
onde e por quê?
Me vi escrava da minha vontade de escrever,
e lembrei que a muito tempo,
deixei de lado o que me
ajudava a esquecer.
Voltei a alimentar minhas vontades,
voltei por voltar,
voltei a voar,
voltei a viver.